Renato Ren foi o terceiro colocado da edição de 2018 do Prêmio Oxford de Design, com o projeto Folclore Imaginário. Na sua quarta edição o tema do concurso era O Folclore ao Redor do Mundo – O Encontro da Imaginação com a Arte.

Imagem: Projeto Folclore Imaginário, de Renato Ren, terceiro colocado no Prêmio Oxford de Design 2018.

Projeto Folclore Imaginário, de Renato Ren, terceiro colocado no Prêmio Oxford de Design 2018.

 

Agora, em 2019, o POD vai abordar um tema que vem sendo discutido em muitas áreas: o futuro. E o Renato terá uma missão muito importante nessa edição: vai ajudar a eleger 20 dos cinquenta finalistas, juntamente com a Jéssica e a Priscilla, primeira e segunda colocadas de 2018, respectivamente. Nessa entrevista, ele contou um pouquinho sobre a participação e os projetos em que vem trabalhando atualmente.

Imagem: Renato Ren. Foto: Arquivo pessoal.

Renato Ren. Foto: Arquivo pessoal.

Entrevista com Renato Ren

Puxe uma Cadeira: Fala um pouquinho da tua participação no Prêmio Oxford de Design, como foi?
Renato Ren: Foi a primeira vez que participei de um grande concurso de design, então foi um grande desafio eu criar um trabalho voltado para isso. O que me motivou foi o tema, vi que tinha uma conexão com o trabalho que desenvolvo em pintura e decidi por criar algo e participar. Confesso que enrolei um pouco para começar e isso fez com que eu acelerasse o processo para terminar a tempo de enviar para votação, mas deu tudo certo. Fiquei bem feliz com a participação de amigos e familiares na votação e divulgação do concurso, a galera aderiu de um jeito bem legal.

 

PUC: Qual o principal desafio de desenhar em louças?
RR: Acho que o primeiro desafio é forma circular da louça, geralmente desenvolvo trabalhos em suportes com formas quadradas e retangulares. A superfície irregular também é desafiadora. Uma coisa que também me fez pensar bastante pra criar o desenho foi a função do objeto em questão, um utilitário que, ao inserir meu trabalho nele, poderia explorar os limites e interseções entre arte e design.

 

PUC: O que mudou depois do prêmio?
RR: Mudou minha maneira de atuar como artista visual, percebi outras possibilidades de aplicação do meu trabalho. Fora isso, acho que não houveram muitas mudanças.

Projetos atuais

PUC: O que você faz hoje? Quais são seus principais projetos?
RR: Atualmente tenho me dedicado a minha pesquisa em pintura sobre tela e outros suportes, que desenvolvo no meu ateliê. Paralelo a isso, também continuo minha pesquisa e criação de trabalhos de intervenção urbana, no qual proponho obras que discutem e problematizam temas da sociedade contemporânea. Também atuo como pintor muralista, realizo pinturas de grandes dimensões em faixadas e empenas. E a boa notícia é que esse ano três projetos meus foram aprovados num edital da Prefeitura Municipal de Vitória-ES, chamado “A Arte é Nossa”, no qual pintarei enormes murais pela cidade, numa área total de 1.500 m². Além disso, também sou músico/MC numa banda de RAP chamada Conteúdo Paralelo, e estamos em processo de gravação do nosso segundo álbum, com lançamento previsto para esse ano.

Imagem: Trabalho em guache. Foto: Arquivo pessoal.

Trabalho em guache. Foto: Arquivo pessoal.

O Prêmio Oxford de Design 2019

PUC: O que você achou do tema desse ano que é “Que futuro você vê?”
RR: Achei o tema ótimo como disparador de ideia para criar e imaginar coisas. Os participantes têm um vasto campo para explorar e nos surpreender com suas ilustrações. Quando li sobre o tema deu muita vontade de participar, rs. Mas também não pude deixar de pensar sobre a importância de pensar sobre o futuro, ainda mais numa época onde tantas coisas ruins estão acontecendo com o planeta e nossas vidas. Essas coisas nos colocam perguntas e questões sobre o futuro que queremos para o nosso planeta. Se pensarmos sobre questões ambientais, podemos constatar que se não agirmos seriamente para reverter algumas coisas, nosso futuro está comprometido. Então temos que ter otimismo, mas também temos que agir e contribuir.

 

PUC: Que dicas você daria para os participantes? O que uma arte deve ter pra te encantar?
RR: Uma dica é pesquisar sobre as artes vencedoras das edições anteriores, para ter uma referência de trabalhos premiados. Uma outra dica é começar a desenvolver a ideia o quanto antes, para ter tempo de finalizar com excelência seu trabalho e não ficar com cara de inacabado ou feito às pressas. A arte que me encanta, me provoca, intriga, provoca sensações, estimula meus pensamentos, me faz refletir e mexe comigo. A arte pode encantar de incontáveis maneiras, por isso não se prenda a uma fórmula ou padrão, arrisque.

Imagem: O Prêmio Oxford de Design 2019 faz uma pergunta aos participantes: que futuro você vê?

O Prêmio Oxford de Design 2019 faz uma pergunta aos participantes: que futuro você vê?

 

Para saber mais sobre o trabalho do Renato, acesse o site do artista.

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